Textos para meditação cotidiana. Tema: educação e religiosidade.
Uso pedagógico, pessoal, não comercial e intransferível.
Manter os devidos créditos e fontes na íntegra.
A mãe mandou seu filho Nelsinho, de sete anos, comprar dois quilos de uvas no mercado.
O homem pesou as uvas e entregou ao menino.
Após certa demora, o menino voltou satisfeito e entregou as uvas para a mãe.
Ao pegar o pacote, dona Lídia achou que estava muito leve, pesou e já telefonou para o mercado.
- Seu Manoel, o Nelsinho chegou com as uvas. Mas eu pedi dois quilos. Parece que o pacote não tem isso não.
- A senhora pesou as uvas?
- Sim, pesei no mercado , ao lado. Deu menos de dois quilos.
- Pode ser que minha balança não esteja certa. Antes, porém, lhe dou uma sugestão. Não leve a mal: seria bom pesar o menino também, antes e depois de comprar as uvas.
Dona Lídia entendeu a mensagem. Seu Manoel podia ter passado a perna. Mas o menino também poderia ter comido as uvas no caminho.
Quando nossos filhos têm alguma questão com colegas ou professores, sempre achamos que só os outros estão errados.
Clóvis Bovo No Livro: "Histórias que Ensinam", página 78 Editora Mundo e Missão www.missaojovem.com.br
Quando chovia, todo mundo usava guarda-chuvas pretos, mas só e rigorosamente pretos.
O semblante de todos era muito carregado e triste. Debaixo de um guarda-chuva preto só podia ser assim.
Certo dia, em que a chuva desabava mais forte, apareceu, como por encanto, um senhor um tanto excêntrico, que ia desafiando aquele dilúvio,usando um guarda-chuva amarelo. Mas não só: avançava todo sorridente. Isso mesmo, ele sorria.
Alguns dos passantes, como sempre, sob guarda-chuvas negros, olhava para ele escandalizados e murmuravam:
– Que indecência, fica mesmo ridícula essa sua sombrinha amarela. Chuva é coisa séria e um guarda chuva só pode ser preto.
Outros ficaram indignados e se perguntavam alucinados:
– O que lhe deu na telha a esse sujeito de querer enfrentar a chuva com um guarda-chuva amarelo? Exibicionista.
Outros ainda fizeram queixa na polícia:
– É certamente um sujeito orgulhoso, alguém que faz de tudo para aparecer. Ele se parece mesmo divertido.
De fato, não havia nada de divertido naquele país de chuva permanente e de guarda-chuvas pretos.
Só Natacha não conseguia atinar o motivo daquelas críticas e um pensamento a inculcava:
– Quando chove, guarda-chuva é guarda-chuva, preto ou amarelo, o que interessa mesmo é guarde da chuva. E ponto final.
Percebeu, além disso, que aquele senhor mesmo debaixo de um guarda-chuva amarelo se sentia perfeitamente à vontade e feliz, e queria saber muito mais.
Um dia, ao voltar da escola, Natacha se deu conta de que havia esquecido o seu guarda-chuva preto em casa. Deu de ombros e se meteu na chuva sem nada na cabeça, deixando que a água lhe encharcasse o cabelo.
Quis o acaso que, dai a pouco ela topasse com... isso mesmo, com o homem do guarda-chuva amarelo.
– Servida?
Natacha hesitou. Se aceitasse, seria alvo de gozação. Entretanto, acudiu-lhe o pensamento:
– Quando chove, guarda-chuva é guarda-chuva, preto ou amarelo, que importa? Além disso, é melhor ter um guarda-chuva que ensopar-se de água.
Aceitou e viu-se debaixo do guarda-chuva do gentilíssimo senhor.
Então compreendeu porque aquele senhor era tão feliz: debaixo do guarda-chuva amarelo o mal tempo desaparecia. E em um céu azul, recortado de pássaros festivos, brilhava um grande e quente sol. Natacha ficou encantada e o senhor abriu-se para ela em um sorriso:
– Já sei, ficou encantada. Pois então, escute, explico tudo: houve um tempo em que eu também era muito triste neste pais de chuva sem fim, eu também usava um guarda-chuva preto. Certo dia, saindo do escritório, lá esqueci o meu guarda-chuva. Não voltei para apanhá-lo, fui andando para a casa assim, como estava. Eis que, enquanto caminhava, deparei-me com um senhor que me ofereceu entrar sob o seu guarda-chuva amarelo. Como você, hesitei, tinha medo de ser diferente, de tornar-me ridículo. Depois aceitei, porque o que mais temia mesmo era apanhar um resfriado. E me dei conta, como você, de que debaixo do guarda-chuva amarelo o mal tempo simplesmente desaparecia. Aquele senhor me ensinou que as pessoas, debaixo de um guarda-chuva preto, ficavam tristes e sem vontade de se comunicar. O gotejar da chuva e o preto da sombrinha os deixavam amarrados. Quando, de repente não o vi mais, percebi que estava segurando o seu guarda-chuva amarelo. Ele o teria esquecido? Tentei reencontrá-lo, mas não o vi mais. Por isso, guardei o guarda-chuva. Desde então o tempo sempre foi maravilhoso.
– Linda história! Entretanto, não sente remorso de ficar com um guarda-chuva de um outro?
– Absolutamente não! Porque sei muito bem que ele é de todos. Também aquele homem certamente o tinha recebido de alguém.
Quando chegaram na frente da casa de Natacha, despediram-se. Imediatamente, o homem, afastando-se, desapareceu. E a jovem se viu segurando seu guarda-chuva amarelo. Mas, então, aquele senhor: por onde andaria?
Assim, Natacha guardou aquele maravilhoso guarda-chuva amarelo. Também compreendeu que, mais dias, menos dias, o guarda-chuva haveria de mudar de dono. Passaria a novas mãos, a fim de levar serenidade a outras pessoas.
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Fábula recontada pelo Padre Pascual Chávez Villanueva (Reitor-mor dos Salesianos), no vídeo da Estréia de 2007 (mensagem de começo de ano do superior a toda família salesiana). Vídeo completo em: http://www.sdb.org/ (com opções de idiomas).
A vida é a luz da manhã, é o cheiro do verde hortelã, um menino brincando na praça. A vida é a chuva que cai. É um sonho bonito de paz, o jardim que enfeita a casa.
A vida é um gesto de amor, a lição que se aprende da dor, a ternura no olhar de um irmão. A vida é o riacho que vai, o sorriso amigo de um pai, a cantiga do coração.
Vida é a água da fonte, é um lindo horizonte, é a paz no país. Vida é um abraço apertado, o amigo esperado, que nos deixa feliz.
Vida é o olhar da criança, é a fé na esperança, a saudade de alguém. Vida é um céu colorido, é o pão repartido, é a força do bem.
Uma filha se queixou a seu pai que sua vida e as coisas estavam muito difíceis Estava cansada de lutar e combater.
Seu pai a levou até a cozinha. Encheu três panelas com água e as colocou em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Em uma, ele colocou cenouras; em outra colocou ovos e, na última, pó de café.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em outra tigela. Então, pegou o café com uma concha e o colocou também em uma tigela.
Virando-se para a filha, perguntou:
– Querida, o que está vendo?
– Cenoura, ovos e café, ela respondeu.
O pai pediu que ela experimentasse as cenouras. Ela obedeceu-lhe e notou que estavam macias. Pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela, depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu, ao sentir aquele aroma delicioso.
Perguntou, então, humildemente:
– O que isso significa, pai?
Ele explicou que cada um daqueles produtos havia enfrentado a mesma adversidade – água fervendo –, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervente, amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis, mas depois de terem sido colocados na água fervente, seu interior se tornou mais duro. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois de ter sido colocado na água fervente, ele havia mudado a água.
– Qual deles é você? – perguntou à filha. Você é uma cenoura, que parece forte, mas com a dor e a adversidade murcha, torna-se frágil e perde sua força, ou será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável? Você tinha um espírito maleável, mas depois de uma dor se tornou mais difícil e dura? Sua casca parece a mesma, mas você está amarga e obstinada, com o coração e o espírito inflexíveis? Ou, ainda, você é como o pó de café? Ele muda a água fervente para conseguir o máximo de seu sabor. Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que tudo ao seu redor também se torne melhor.
Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada.
Dom Itamar Vian e Frei Aldo Colombo "Abrindo caminhos – parábolas e reflexões" Paulinas , 2ª edição, 2004, pág. 91 – 93
Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, próxima de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo.
Certo dia, caminhando pela praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto do vulto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
– Por que está fazendo isso? – perguntou o escritor.
– Você não vê? – explicou o jovem – A maré está baixa e o Sol está brilhando. Elas vão secar e morrer se ficarem aqui na areia.
O escritor espantou-se:
– Meu jovem,existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor.
– Para essa, eu fiz a diferença.
Naquela noite o escritor não conseguiu dormir, nem sequer conseguiu escrever. Pela manhã, voltou à praia, uniu-se ao jovem e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.
"As mais belas parábolas de todos os tempos", vol.1
Conta a história que um fazendeiro bem sucedido, ano após ano ganhava o troféu "Milho Gigante", na feira de agricultura do município. Não dava outra; ele chegava à exposição com seu milho e saia com a faixa azul no peito. E seu produto era cada vez melhor.
Em uma dessas ocasiões, um repórter ao entrevista-lo após mais um prêmio, ficou intrigado com a informação do fazendeiro, de que compartilhava a semente de seu milho - de tanta qualidade - com seus vizinhos.
- Porque o senhor compartilha a sua melhor semente com seus vizinhos quando, a cada ano, eles estão competindo com o seu produto? - quis saber o repórter.
O fazendeiro pensou por alguns instantes, e respondeu:
- Você não sabe, mas o vento apanha o pólen do milho maduro e o leva de campo em campo. Se meus vizinhos cultivarem milho inferior a polinização degradará continuamente a qualidade do meu milho. Por isso, se eu quiser cultivar milho bom, de qualidade, eu tenho que ajudar meus vizinhos a cultivarem milho bom e de qualidade também.
O fazendeiro estava atento à conexão da vida: o milho cultivado por ele só poderia melhorar se o produto do vizinho também tivesse a qualidade melhorada.
Esse exemplo vale para todos, e em diversas dimensões da vida. Quem escolhe estar em paz, deve fazer com que seus vizinhos também estejam em paz. Quem quer viver bem, deve ajudar os outros para que também vivam bem. E quem quer ser feliz, deve fazer de tudo para que os outros também encontrem a felicidade. O bem estar de cada um está ligado ao bem estar de todos.
Que todos nós consigamos ajudar nossos vizinhos a cultivarem um milho cada vez melhor.
Adaptado do livro: "As mais belas parábolas de todos os tempos" Vol I, pág. 104 Alexandre Rangel (org.) Editora Leitura
Quatro velas estavam queimando calmamente. O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir o diálogo que tratavam.
A primeira disse:
– Eu sou a Paz! Apesar de minha luz, as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar.
E diminuindo devagarinho, apagou totalmente.
A segunda disse:
– Eu me chamo Fé! Infelizmente sou muito supérflua. As pessoas não querem saber de Deus. Não faz sentido continuar queimando.
Ao terminar sua fala, um vento bateu levemente sobre ela, e esta se apagou.
Baixinho e triste a terceira vela se manifestou:
– Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles à sua volta que os amam.
E sem esperar, apagou-se.
De repente... entrou uma criança e viu as três velas apagadas:
– Que é isto? Vocês deviam ficar acesas e queimar até o fim.
Dizendo isso, começou a chorar.
Então, a quarta vela falou:
– Não tenhas medo, criança. Enquanto eu queimar podemos acender as outras velas. Eu sou a Esperança!
A criança, com os olhos brilhantes, pegou a vela que restava e acendeu todas as outras.
Que a vela da esperança nunca se apague dentro de nós!
Já ouvi muito a história do tomate podre que estraga os tomates bons da cesta. Nunca ouvi a história do tomate bom que torna bons os tomates podres da cesta.
É assim com as frutas. É assim com os homens.
A companhia é determinante em nossa vida. As boas companhias fazem bem à gente. As más companhias fazem mal. Não há como fugir dessa realidade.
Entre adultos, pode-se abrir exceção à regra. Mas será sempre exceção. Enquanto que entre os jovens a regra é geral.
Quem anda com drogado acabará drogado. Quem anda com bebedores acabará sendo um deles. Quem anda com ladrões acabará aprendendo e fazendo o que fazem.
É assim nossa natureza. O homem é social. Ele procura companhias. Ele precisa conviver. Mas ele precisa escolher a convivência. Ele precisa escolher os amigos.
Uma boa amizade é um tesouro para a vida inteira. Uma amizade má estraga e corrompe a vida inteira. Põe tudo a perder.
Nós nos identificamos, sem perceber, com as companhias que freqüentamos. É correta a afirmação antiga: Dize-me com quem andas e te direi quem és.
É inacreditável a ingenuidade com que muitos pais contemplam passivamente os filhos desde cedo freqüentando maus ambientes e más companhias. Acreditam piamente que seus filhos são impermeáveis e imunes ao contágio. Quando surgem os desastres, ficam atoleimados.
Dizem-me que quem não é pai não é capaz de avaliar o que seja educar um filho hoje.
Mas eu conheço pais que conseguem educar filhos hoje. O problema não é o hoje. O problema é o modo de educar.
Todos os pais educam seus filhos no hoje de cada época. E sempre houve os que souberam e os que não souberam educar. Não importando a época. O que sempre importou foi o modo de educar.
Mas hoje, a avalanche dos que não sabem educar é assustadora. Uns casam-se despreparados. Outros entram nos modismos da modernidade e procuram ser atualizados. Outros ainda, obcecados pela sexualidade precocemente explorada, não tiveram a oportunidade e tempo para forjar a própria personalidade e não têm o que transmitir aos filhos.
Ouço pais dizerem que não podem manter os filhos numa redoma. E concordo com a afirmação. Mas por que jogá-los na fornalha? Entre a redoma e a fornalha existe o meio termo da sensatez e da disciplina. Ao que se chega através do diálogo inteligente, franco e firme.
Esta firmeza é o que faz falta. Quem sabe o que quer, luta até conseguir. Quem não sabe o que quer, desiste aos primeiros impactos.
Os filhos sempre pedem liberdade aos pais. Isto começa já na primeira adolescência. E é ai que o problema deve ser enfrentado. E é ai que muitos capitulam, perdem a batalha e comprometem os filhos.
O fato de os filhos pedirem liberdade é natural. O modo de os pais abordarem o pedido e agirem diante deles é que deve ser entendido.
Os pais precisam explicar ao adolescente que liberdade não é presente que se peça e que se receba no Natal ou no aniversário. Liberdade é algo que deve ser conquistado palmo a palmo, na medida da maturidade e na medida em que se comprova essa maturidade.
Todos os pais que abrem cedo demais o espaço da liberdade para os filhos, pagam caro essa imprudência. Logo depois, não sabem o que fazer para conter o desastre. E não há mesmo o que fazer.
O mínimo que os pais precisam saber é aonde os filhos vão e com quem eles andam. E tomar medidas a respeito, quando necessário.
Muitos não sabem aonde os filhos vão e com quem andam. Outros sabem, mas nada fazem a respeito. Preferem comprar a amizade dos filhos com a permissividade. Compram e perdem o que compram.
Depois alegam que educar hoje é difícil...
Eu entendo que educar hoje é o mais empolgante desafio que os pais podem enfrentar. E quando enfrentam, colhem os mais empolgantes resultados.
Mas é preciso enfrentar. Olhar só, não basta.
ZECCHIN, João Baptista. O tomate, o ipê e outras histórias – coletânea de textos nascidos do cotidiano. Petrópolis: Editora Vozes, 1999. pp160-162.
Que canto mais lindo Que vem pelo ar Vem vindo de todo lugar Que canto mais lindo Que brilho que luz Encanta me abraça, seduz
Que canto mais lindo Que força que tem Que canto que me faz tão bem Que voz de criança Que cheiro de flor Que verde esperança de amor
01 – Eu canto quanto for preciso (preciso for) 02 – Eu canto porque nunca vai ser demais 03 – Eu canto a liberdade, eu canto o amor 04 – E eu pela felicidade e a paz 05 – Eu canto pro poeta e pro sonhador 06 – Eu canto só de ver o verde jardim 07 – Eu canto aquela velha rima com flor 08 – E eu porque cantar é tão bom assim _____________________________
09 – Eu canto pra espalhar o dom de viver 10 – Eu canto por aqueles que não tem pão 11 – Eu canto por amor aos que vão nascer 12 – Pra quem maltrata a terra, não canto não
13 – Eu canto até pra quem não quer me escutar 14 – Eu canto pelos que perderam a voz 15 – Eu canto por todos que vão se encontrar 16 – E eu por uma coisa dentro de nós
Música gravada pelo “Grupo Balão Mágico” por volta de 1985 / 1986
Um garoto de oito anos e o avô de sessenta passeiam pelos campos.
O garoto vê uma tartaruga e se aproxima.
A tartaruga, ao ver o menino, recolhe-se no casco.
O menino, com uma vara, põe-se a bater no casco da tartaruga. Mas ela não se mexe. Parece uma pedra.
O avô fala:
– Escute, você não vai conseguir nada agindo assim. Quanto mais você bater, mais a tartaruga se recolherá em sua casa. Vou ensinar como fazer.
Alguns minutos mais tarde, os dois voltaram para a casa e o sábio avô coloca a tartaruga junto à lareira.
Logo, ela põe a cabeça para fora.
Adaptado de: Itamar Vian Sabedoria da Vida - Histórias que ensinam Editora Santuário, 5ª edição, página 11.
Para pensar: 1) Por que enquanto o menino bate na tartaruga ela não se mexe? 2) Por que quando a tartaruga fica perto da lareira ela põe a cabeça para fora? 3) O que resolve os problemas: a violência ou o calor do amor? Por quê? 4) E você, como trata as pessoas: com violência ou com amor?
Comece na infância a dar a seu filho tudo o que ele quiser. Desta forma, quando ele crescer, acreditará que o mundo tem a obrigação de lhe dar tudo na mão.
Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso o fará considerar-se interessante.
Nunca lhe dê orientação religiosa. Espere até que ele chegue aos 21 anos e decida por si mesmo.
Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, brinquedos, roupas. Faça tudo para ele, para que ele aprenda a jogar sobre os outros toda a sua responsabilidade.
Discuta com freqüência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
Dê-lhe o dinheiro que quiser. Nunca deixe ganhar seu próprio dinheiro. Por que terá ele de passar pelas mesmas dificuldades que você passou?
Dê-lhe todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações prejudiciais no futuro.
Tome o partido dele contra os vizinhos, contra os professores e contra os policiais. Todos Têm Má Vontade Com Seu Filho.
Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê esta desculpa: NUNCA CONSEGUI DOMINÁ-LO.
Prepare-se para uma vida de desgostos. Este é o seu merecido destino.
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"EDUQUE O JOVEM NO CAMINHO A SEGUIR, E ATÉ A VELHICE ELE NÃO SE DESVIARÁ." (Provérbios 22,6)
"O vermelho é uma proibição positiva: salva vidas e preserva o direito do outro. A moral funciona como um semáforo: mais permite que proíbe, contempla o direito de todos e regula as relações humanas em função de um projeto maior que é o amor fraterno."
(Padre Zezinho, do livro " Católicos serenos e felizes: entre nós é assim ...", Paulus Editora)
Numa planície havia uma mangueira grande e bela. Fazia uma enorme sombra. Os passarinhos gostavam de fazer os ninhos em seus galhos ou, morando em árvores de outros lugares, sempre paravam na mangueira para descansarem durante o vôo.
Embaixo da mangueira havia capim baixo e tímido. Estava ali encostado, quase com medo de que alguém pisasse nele.
A mangueira era muito metida e falava com arrogância. Olhava para o capim baixo e dizia:
– Coitado! Ainda bem que estou aqui para protegê-lo dos raios do Sol...
O capim estava de acordo. Rezava agradecendo a Deus pela mangueira e pedia que ela se tornasse sempre maior. Ele queria sentir-se cada dia mais protegido e ajudado pela mangueira.
O capim não tinha percebido que continuava pequeno, magro, sem forças e doente porque as grandes raízes da mangueira chupavam toda a seiva da terra e os longos galhos, cheios de verdes folhas, impediam que recebesse raios de Sol...